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Operação prende suspeitos de aplicar 'golpe da UTI' no AM e MT

A polícia do Amazonas e de Mato Grosso fez nesta quinta-feira (23) uma operação para prender suspeitos de aplicar o golpe da UTI em hospitais públicos e particulares. A quadrilha faturava até R$ 10 mil por dia.

Os policiais dos dois estados começaram a agir logo cedo. Em Rondonópolis, a 230 km de Cuiabá, eram dez mandados de prisão a serem cumpridos. Sete deles contra pessoas que deram o número de suas contas correntes para os bandidos receberem os depósitos exigidos das vítimas.

Outros três mandados foram expedidos contra os líderes da organização criminosa que já cumpriam pena na Penitenciária da Mata Grande, uma das mais violentas do estado. Eles coordenavam as ações contra as famílias dos pacientes via telefone celular.

No golpe da UTI os criminosos se fazem passar por médicos e conseguem dados sobre o estado de saúde de pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Pelo telefone exigem dos familiares valores em dinheiro para procedimentos ou remédios para salvar as vidas dos doentes, dizendo que o plano ou o hospital não cobre esses procedimentos.

Áudios obtidos com exclusividade mostram como agem os bandidos. O sogro de uma mulher, que não quis ser identificada, teve um enfarte. O bandido pede R$ 3,8 mil a ela para uma tomografia.

Criminoso: A gente vai fazer agora a última tomografia, mas por precaução, mas ele já não corre mais risco. Faça só este pagamento aí, que agente vaio finalizar a última tomografia aqui agora para dar finalidade. Você vai precisar ir no banco para sacar ainda ou não?
Vítima: não, não já tô na loteria.

O dinheiro chegou a ser transferido, mas a família descobriu antes do depósito cair na conta do criminoso e o banco bloqueou o crédito.

“Ele disse: 'olha deixa eu lhe explicar uma coisa, isso é um golpe'. Eu disse, eu já sei que isso é um golpe. Mas para seu governo você não vai receber os R$ 3,8 mil porque o banco já estornou. Aí foi quando ele me xingou”, conta a vítima.

A quadrilha faturava entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por dia com os golpes e fez vítimas em São Paulo, Rio Grande do do Sul, Rio de Janeiro, GoiásPará e Amazonas.

"Uma situação revoltante. Levam em conta a vulnerabilidade das vítimas para que possam, com maior facilidade, aplicar os golpes. Inclusive alguns familiares de algumas vítimas chegaram a óbito", fala o delegado Cícero Túlio Coutinho.

Fonte: Jornal Hoje - https://goo.gl/7SCJwe

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