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Atualização em manejo de Febre Amarela

O Conselho Regional de Medicina do Paraná, juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba e Secretaria Estadual de Saúde (SESA), realizará em 28 de fevereiro, das 20 às 22h, curso de atualização em manejo de febre amarela. A atividade faz parte do programa de Educação Médica Continuada e poderá ser acompanhada presencialmente, no auditório do CRM-PR, ou pela web. É aberto aos médicos, estudantes de Medicina, profissionais da área de saúde e a sociedade de modo geral.

Haverá abordagens de aspectos clínicos e epidemiológicos, vacinas, fluxograma para investigação e notificação de pacientes com suspeita de febre amarela, iniciativas de prevenção e tira-dúvidas geral. A Dra. Marion Burger, médica infectologista do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, e a Dra. Júlia Valéria Ferreira Cordellini, superintendente de Vigilância em Saúde, serão as palestrantes. As apresentações trarão detalhes da Nota Técnica n.º 01/2018-CE, de 18 de janeiro, que possibilita a melhor compreensão da epidemiologia, do diagnóstico de acordo com as informações mais atuais da doença, o tratamento e também de orientação para cuidados preventivos. Também irão discorrer sobre a estratégia de vacinação, que envolve todas as unidades de saúde de Curitiba.

Confira a programação e faça sua inscrição aqui.

O último balanço do Ministério da Saúde apresenta um total de 353 casos e 98 óbitos no Brasil, no período de 1º julho de 2017 a 6 de fevereiro último. A mesma fonte assegura que não há registro confirmado de febre amarela urbana no país, estando em investigação um caso de São Bernardo do Campo (SP). A SESA, em parceria com a UFPR, realizou esta semana um curso prático de coleta, acondicionamento, armazenamento e envio de material biológico de macacos para a vigilância da febre amarela. A capacitação envolveu 60 profissionais das 22 regionais de saúde e alguns municípios no Setor de Ciências Agrárias da UFPR, em Curitiba. A Dra. Júlia Cordellini diz que apesar de não termos casos de febre amarela no Estado, a situação de outras regiões do país demanda que os cuidados sejam redobrados também no Paraná. “A notificação de primatas mortos e a coleta de material para testes em tempo oportuno traz a tranquilidade e a segurança para que possamos garantir o rápido desencadeamento das medidas de controle e prevenção da doença”, explica.

Guia para profissionais de saúde

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Nota Técnica n.º 01 do Centro de Epidemiologia de Curitiba

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Cronograma de vacinação em Curitiba

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Estratégia adotada em Curitiba

Com o aumento da procura pela vacina contra febre amarela pelos viajantes nos postos de Saúde de Curitiba por causa dos recentes casos registrados em São Paulo, Rio de Janeiro e Minais Gerais, a Secretaria Municipal da Saúde adotou uma estratégia para evitar perdas de doses nos postos de saúde em Curitiba.

A medida foi colocada em prática a partir de 22 de janeiro em todas as unidades de saúde com o objetivo fazer o melhor uso das vacinas. A vacina é recomendada às pessoas saudáveis entre nove meses e 59 anos que nunca se imunizaram contra a doença e com viagens programadas para áreas em que o vírus está circulando.

Cada um dos dez distritos sanitários de Curitiba tem uma ou duas unidades de saúde com vacinação de segunda a sexta-feira (exceto feriados). Nas demais, a imunização será feita ofertada em dias e horários estabelecidos conforme o cronograma.

“Cada frasco de vacina contém cinco doses e, depois de aberto, tem de ser utilizado em até seis horas, se não precisa ser descartado. Adotamos essa escala para que possamos usar integralmente nossos lotes de vacina”, explica a médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde Marion Burger. Em geral, o horário de vacinação é das 10h às 16h, mas cabe a cada unidade de saúde definir o horário para as aplicações.

A vacina precisa ser tomada pelo menos dez dias antes do embarque e é necessário apresentar documento de identificação e carteira de vacinação. Fora da faixa etária de nove meses a 59 anos é necessário apresentar também prescrição médica.

Curitiba não tem circulação do vírus da febre amarela e por isso sempre foi considerada área sem recomendação de vacina. Também não tem notificação de morte de macacos por febre amarela. Por isso, a recomendação para a vacinação é para as pessoas que têm viagem programada.

No Brasil, desde 1942 só há casos de febre amarela silvestre. A doença não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa a pessoa. É transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus.

Profissionais de saúde devem ficar atentos aos sintomas da Febre Amarela

Diante da situação epidemiológica atual de Febre Amarela, é importante que a população e os profissionais de saúde busquem fontes seguras e oficiais sobre o assunto. O profissional que atua em alguma área de risco deve ficar atento para os sinais dos pacientes que procuram o serviço de saúde, já que a Febre Amarela apresenta sinais e sintomas semelhantes a outros agravos que costumamos identificar na rede de atenção. Por isso, a máxima atenção nesse momento de alerta é fundamental para a qualidade do cuidado a possíveis pacientes infectados.

Abaixo as principais manifestações clínicas e laboratoriais entre as fases da doença:

Leve/moderada

  • Sinais e sintomas: febre, dores de cabeça, mialgia, náuseas, icterícia ausente ou leve.
  • Alterações Laboratoriais: Plaquetopenia (plaquetas baixas) com elevação moderada de transaminase. Bilirrubinas (substância amarelada encontrada na bile) normais ou discretamente elevadas.

Grave

  • Sinais e sintomas: Todos os sintomas da fase moderada, icterícia intensa, manifestações hemorrágicas, oligúria (produz pouca urina), diminuição da consciência.
  • Alterações Laboratoriais: Plaquetopenia intensa, aumento da creatina, elevação importante de transaminases.

Maligna

  • Sinais e sintomas: todos os sintomas clássicos da fase grave intensificados.
  • Alterações Laboratoriais: Todas da fase Grave. Coagulação intravascular disseminada.

Em relação ao diagnóstico clínico, deve ser considerado caso suspeito I) caso de indivíduo com exposição em área urbana, rural ou silvestre afetada recentemente; II) pessoa com até sete dias de quadro febril agudo acompanhado de dois ou mais dos seguintes sinais: dor de cabeça (principalmente supraorbital), mialgia, lombalgia, mal-estar, calafrios, náuseas, pele e olho amarelados e/ou manifestações hemorrágicas, sendo residente ou procedente de área de risco nos 15 dias anteriores que não tenha comprovante de vacinação de febre amarela ou que tenha recebido a primeira dose há menos de 30 dias.

O diagnóstico específico pode ser feito pela detecção do vírus em amostras clínicas ou de anticorpos. Os exames são realizados em laboratórios de referência em diversos estados brasileiros.

Fonte: CRM-PR

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