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Santa Casa de Londrina aumenta as cirurgias bariátricas pelo SUS

A Santa Casa de Londrina está aumentando gradativamente o número de cirurgias bariátricas a pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). O objetivo é dobrar a oferta até o final deste ano. Hoje são realizadas entre 25 e 30 gastroplastias redutoras/mês. A intenção é chegar a 60 procedimentos/mês.  A Santa Casa de Londrina é referência em cirurgia bariátrica para a região norte do Paraná desde 2010, quando foi credenciada pelo Ministério da Saúde. Atualmente é o único hospital em Londrina a realizar esse atendimento a pacientes com obesidade.

O aumento será possível, segundo o cirurgião Milton Ogawa, responsável técnico pelo Serviço, porque todo o atendimento está sendo aprimorado, a partir de outros modelos de sucesso no Brasil. “O novo ambulatório do SUS e a residência médica multidisciplinar da Santa Casa foram fundamentais para isso. Conseguimos engajar mais profissionais de todas as áreas, entre eles, um segundo cirurgião  especializado”, enumera. Ogawa pretende que as mudanças também reduzam o tempo de preparação pré-operatório. “Hoje esses pacientes ficam até um ano e meio nas consultas e exames pré-operatórios. Queremos reduzir para 12 meses”, afirma.    

450 pacientes

O ambulatório SUS da Santa Casa tem 450 pacientes candidatos à cirurgia em processo preparatório. Essa semana, 80 deles se reuniram para uma das últimas etapas – a palestra para tirar dúvidas antes da cirurgia. O objetivo, segundo o médico, é oferecer mais segurança para obter os melhores resultados. “A cirurgia é apenas uma parte do tratamento. O paciente precisa ser envolvido para que também se responsabilize pelos resultados”, argumenta Ogawa.

Um dos períodos mais críticos no tratamento está, segundo a equipe, no pós-cirúrgico. A psicóloga  Paula Barbosa Minetto, da equipe do Serviço de Bariátrica, alerta que a cirurgia não é a cura da obesidade. “Essa é uma doença crônica e o tratamento precisa ser mantido para a vida toda”, orienta. Um dos pontos destacados por ela é sobre a dieta líquida nos 21 dias posteriores à cirurgia. Ela explica que esse tempo é necessário para a cicatrização dos pontos internos feitos no estômago. “Se desrespeitar a dieta, pode abrir. Tivemos um paciente que comeu carne na segunda semana e morreu”, exemplica durante a palestra. 

 

Além do médico e da psicóloga, o evento tem a participação da nutricionista e da enfermeira. Essa mesma equipe mais o cardiologista e o endocrinologista fazem todo o acompanhamento pré e pós cirúrgico no ambulatório. Todo mês, em média, 60 novos casos chegam ao Serviço para a  primeira consulta. A indicação dos pacientes para o tratamento cirúrgico começa pela avaliação do médico das UBSs (Unidades Básicas de Saúde). De lá, os casos são encaminhados para a Regional de Saúde e depois para a Santa Casa.

Questão de Saúde Pública

O médico alerta que a obesidade atinge cada vez a população do mundo inteiro. Segundo dados do Ministério da Saúde, o aumento foi de 60% nos últimos 10 anos, passando de 11,8% da população em 2006 para 18,9% em 2016. O tratamento cirúrgico é indicado para os casos graves com IMC (Índice de Massa Corpórea) maior que 40 ou entre 35 e 40 que já tenham doenças associadas, como hipertensão, diabetes ou problemas graves nos joelhos entre outras.

Além disso, destaca o médico, a indicação cirúrgica deve ocorrer somente depois de tratamentos clínicos sem sucesso. Ele explica que técnica cirúrgica usada pela equipe da Santa Casa reduz a área de entrada e de absorção do alimento ingerido, permitindo uma redução de 35% a 40% do peso.  O procedimento pode ser por laparoscopia ou aberto. O SUS cobre somente a cirurgia aberta.

Fonte: Iscal

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