23/01/2026
O presidente da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar), Rangel da Silva, realizou visita institucional à Santa Casa de Paranavaí na terça-feira, dia 20 de janeiro. A visita faz parte de um circuito de aproximação com hospitais associados em todo o estado, com o objetivo de conhecer a realidade de cada instituição, identificar demandas e fortalecer o apoio da federação às entidades prestadoras de serviços de saúde.
Durante o encontro, Silva foi recebido pelo presidente da Santa Casa de Paranavaí, Renato Platz Guimarães, e pelo diretor-geral Héracles Alencar Arrais. Na ocasião, concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Reinaldo Silva, do Jornal Diário do Noroeste, onde abordou temas estratégicos para a saúde filantrópica paranaense, incluindo o funcionamento do aparelho de hemodinâmica, desafios financeiros do setor e a necessidade urgente de revisão da tabela SUS.
Em declaração ao Diário do Noroeste, o presidente da Fehospar destacou a Santa Casa de Paranavaí como "um exemplo de sobrevivência, com 100% de serviços ofertados, todas as especialidades, urgência e emergência". Rangel elogiou especialmente a organização e limpeza da instituição, características que, segundo ele, não são compartilhadas por todos os hospitais paranaenses.
A Santa Casa também batalha para dar vocação à unidade Morumbi, um excelente hospital que amplia a capacidade assistencial da região noroeste do Paraná. A instituição atende 82% dos pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), percentual acima do limite legal de 60%, o que impacta diretamente a sustentabilidade financeira.
Um dos principais temas da visita foi o aparelho de hemodinâmica da Santa Casa de Paranavaí, equipamento essencial para exames cardiovasculares e procedimentos como cateterismo e angioplastia. Entregue à instituição em 2024, o equipamento aguarda o cumprimento de etapas práticas e burocráticas para ser colocado em funcionamento.
Rangel da Silva manifestou otimismo quanto ao início das operações ainda no primeiro semestre de 2026. "Tem a máquina? Tem. Está instalada? Está. Tem equipe? Tem. Tem insumo? Tem. Então o que precisa? Precisa ver o caixa, porque são procedimentos de alto custo. E precisa ver como a questão está organizada dentro do estado", explicou o presidente ao Diário do Noroeste.
Segundo Rangel, o governo estadual pode iniciar o credenciamento e pagamento pelos serviços enquanto aguarda a habilitação federal. "Quando habilitar, o Ministério da Saúde fecha a torneira do estado, vamos dizer assim, e passa fazer o pagamento", esclareceu.
Durante a entrevista, o presidente da Fehospar abordou a crítica situação financeira dos hospitais filantrópicos e santas casas paranaenses. Segundo Rangel, a recuperação do equilíbrio financeiro dessas instituições passa necessariamente pela revisão da tabela de valores pagos pelo SUS.
"A gente vem há muitos anos sem reajuste. Cada vez mais exige-se do hospital", destacou ao jornalista Reinaldo Silva. Ele detalhou o desequilíbrio: "Hoje a cada R$ 100 de custo de saúde, o SUS só reembolsa R$ 50. Antes da pandemia, eram R$ 70, então a cada R$ 100, o SUS bancava R$ 70, e os outros R$ 30 vinham de outras situações, do atendimento de um convênio particular, da rifa, da ajuda da igreja, da maçonaria, todas as instituições que estão em volta".
Para a Santa Casa de Paranavaí, que atende 82% de pacientes SUS, o desafio é ainda maior. "Para a conta fechar, teria que ter uma taxa de ocupação alta de todos os serviços, mas um percentual SUS mais perto de 60%, que é o limite da lei", pontuou Rangel na entrevista.
Além da compensação financeira, o presidente da Fehospar defendeu o fortalecimento das políticas públicas de saúde, com alternativas para remunerar melhor os profissionais e acelerar os atendimentos, desde as consultas nas unidades básicas até os cuidados pós-cirúrgicos. Essa preocupação, segundo ele, reduziria as filas de espera, um dos maiores gargalos do setor.
O diretor-geral Héracles Alencar Arrais destacou ao Diário do Noroeste a importância da visita: "Essa visita é excelente e pode nos ajudar a acelerar os processos e alcançar avanços, como seria o caso da hemodinâmica".
A Fehospar segue cumprindo seu papel de aproximação, diagnóstico e defesa dos interesses dos hospitais associados, trabalhando para fortalecer a rede de saúde filantrópica do Paraná e garantir atendimento de qualidade à população paranaense.
Confira a matéria completa publicada no Jornal Diário do Noroeste em 21 de janeiro de 2026.
📸 Foto: Gustavo Romano/Diário do Noroeste
Com amparo constitucional de representatividade compulsória da categoria patronal, a FEHOSPAR e seus Sindicatos Filiados colocam à disposição da sua empresa a força e a experiência que somente nossas instituições são capazes de oferecer.
Saiba mais - clique aqui.
Rangel da Silva
Presidente