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Dia Mundial de Conscientização do Autismo: diagnóstico precoce é fundamental

Neste 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, é importante destacar os inúmeros desafios que cercam o tema. O primeiro deles diz respeito à necessidade do diagnóstico precoce.

O médico do Departamento de Neuropediatria e Neurofisiologia do Hospital Pequeno Príncipe, Paulo Liberalesso, lembra que ainda há muita dificuldade em todo país na identificação do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). “O ideal é que essas crianças fossem diagnosticadas até os 2 anos de idade, mais tardar até os 3 anos, pois é quando realmente conseguimos oferecer um tratamento de excelente qualidade e com maiores chances de sucesso à criança e à família”, comenta.

 

 

Após o diagnóstico, outra questão complexa é o tratamento. “Atualmente, sabemos que não há nenhum tratamento medicamentoso que seja capaz de verdadeiramente reverter os sinais e sintomas do autismo. Desse modo, o tratamento é baseado em terapias como a psicologia, a fonoaudiologia, a terapia ocupacional, entre outras que podem ser necessárias. E é justamente nesse momento que surgem as maiores dificuldades para estas crianças e para suas famílias, pois não há no Brasil número suficiente de profissionais com a formação adequada para o atendimento de pessoas com autismo”, completa Liberalesso.

 

O médico Paulo Liberalesso, mestre em Neurociências e doutor em Distúrbios da Comunicação Humana, deixa uma mensagem especial e repleta de esperança para as famílias e para os pacientes diagnosticados com TEA. “Cientistas ao redor de todo o mundo têm se dedicado demais ao estudo do autismo e de outras condições neuropsiquiátricas com o objetivo de desenvolver novos fármacos que possam melhorar a qualidade de vida destas pessoas. Da mesma forma, atualmente no Brasil temos observado de forma consistente o aumento de profissionais que estudam e buscam formação em Análise do Comportamento Aplicada (ABA), a ciência que hoje apresenta os maiores níveis de evidência para o tratamento de pessoas no TEA”, reitera.

 

Pesquisa

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta o neurodesenvolvimento e pode ocasionar prejuízos sociais, comportamentais e de comunicação. Estima-se que uma em cada 68 crianças em idade escolar tenha autismo. O Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe desenvolveu um estudo para identificação precoce do Transtorno do Espectro do Autismo, associando métodos de análise que identificam padrões comportamentais das crianças a partir da ótica dos pais e responsáveis, em casa, e dos educadores, nas instituições de ensino, constituindo uma visão ampliada para o diagnóstico mais preciso. Existem pouquíssimos estudos, mesmo a nível mundial, capazes de, a partir de biomarcadores, indicar a ocasião do Transtorno do Espectro do Autismo. Sendo assim, a pesquisa reforça a importância da colaboração entre as famílias, os professores e profissionais de saúde para o diagnóstico precoce, qualidade de vida e inclusão social das crianças e adolescentes.

 

Iniciativa

O projeto Integra do Hospital Pequeno Príncipe busca oferecer o acesso ao diagnóstico diferencial e ao tratamento interdisciplinar a crianças e adolescentes com transtorno ou deficiência mental, intelectual, múltipla e de autismo. A iniciativa é colocada em prática com recursos provenientes do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS). O Integra garante a pacientes vindos de Curitiba e municípios da região metropolitana avaliações diagnósticas (neuropsicológica e clínica) e tratamento especializado, com sessões de fonoaudiologia e terapia ocupacional. A terapêutica é individualizada e personalizada, e definida de acordo com as necessidades de cada menino e menina.

Fonte: HPP

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