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Curitiba sedia Congresso Sul-Brasileiro de Medicina Intensiva

“A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um ambiente no qual são colocados no mesmo espaço pacientes com potencial de gravidade ou com doenças que necessitam de atendimento mais intensivo”, explica o médico intensivista Dr. Rafael Deucher, coordenador das UTIs do Hospital VITA Batel, localizado em Curitiba.

De acordo com o especialista, a maioria das internações hospitalares não precisam de leito de UTI, sendo o local reservado para casos mais graves ou com necessidade de monitorização contínua.  Já a UTI, é indicada, principalmente quando há algum acometimento respiratório ou problema cardiovascular (oscilação de pressão arterial), que exijam atenção durante 24 horas. 

O local, além de tratar a doença e monitorizar o paciente, tem como objetivo evitar o sofrimento do paciente e fazer com que este não sofra prejuízo físico e nem emocional. Além de contar com a presença de médico intensivista e equipe de enfermagem, a UTI oferece um atendimento multiprofissional, com psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, dentistas e serviço social. 

Segundo Dr. Rafael, que também é vice-presidente da Sociedade de Terapia Intensiva do Paraná (Sotipa), as pessoas associam a UTI a um ambiente terminal porque até cerca de 15 anos atrás a cultura - tanto dos médicos, quanto da sociedade - era de que os pacientes encaminhados à UTI estavam em fase terminal e não devido à necessidade de monitoramento. “Hoje, sabemos que quanto mais precoce for o internamento na UTI o desfecho será o melhor. Além disso, nesses últimos anos a especialidade da medicina intensiva se fortaleceu no Brasil. Há 20 anos não tínhamos uma medicina intensiva tão bem estabelecida e fortalecida", destaca.

O intensivista relata que antigamente a UTI era vista como um lugar de morte e hoje é um local que expressa vida. Quem é encaminhado à UTI tem chance de viver. “Atualmente, contamos também com o pensamento do cuidado paliativo, que vem amadurecendo junto com a ideia de UTI. Se o paciente não tiver nenhuma perspectiva de vida, muito provavelmente ele nem será encaminhado à UTI”, ressalta.

“É necessário mudar a forma com que a sociedade vê a UTI”, aponta Dr. Rafael. Para o médico, é preciso mostrar para a população as boas práticas médicas e fazer com que as pessoas relatem casos pessoais, de familiares, amigos e conhecidos que passaram por experiências positivas em UTI.  

Desenvolvimento das UTIs

A ideia teve início no século passado com a necessidade de, na guerra, colocar as pessoas com casos mais graves em um mesmo ambiente, no qual os enfermeiros poderiam dar  mais atenção aos pacientes, mas o conceito como unidade de pacientes críticos surgiu  na década de 30, quando ocorreu um surto de poliomielite e foi preciso manter os pacientes em respiradores e reunidos em um local único.  

Hoje, a medicina intensiva é uma especialidade médica, reconhecida pelo MEC, com residência médica formal e a procura por essa especialidade vem aumentando nesses últimos anos. “Além disso, contamos com ótimos centro formadores de intensivistas no país e a Anvisa regulamentou as UTIs, instituindo a obrigatoriedade de ter um médico intensivista responsável por cada unidade de terapia intensiva. O serviço se profissionalizou no Brasil”, ressalta Dr. Rafael.  

XVIII Congresso Sul-Brasileiro de Medicina Intensiva

É uma iniciativa da Sociedade de Terapia Intensiva do Paraná (Sotipa), em parceria com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira. O encontro será realizado na sede da Associação Médica do Paraná, localizada na Rua Cândido Xavier, nº 575, bairro Água Verde. Informações adicionais podem ser obtidas pelos telefones 41 3343-8842, 3243-3145 ou pelo e-mail secretaria@sotipa.com.br

Dr. Rafael é presidente do XVIII Congresso Sul-Brasileiro de Medicina Intensiva e informa que o evento reunirá profissionais de renome do Brasil e do exterior para abordar o atendimento e procedimentos da medicina intensiva. Além disso, o encontro fará uma abordagem multidisciplinar sobre o assunto, reunindo, além de médicos intensivistas, profissionais das áreas de enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, pediatria e psicologia.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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