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Suicídio: Pequeno Príncipe alerta sobre como agir diante de sinais

No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, lembrado nesta terça-feira, 10 de setembro, o Pequeno Príncipe, maior hospital pediátrico do país e referência em atendimentos dessa natureza, alerta para o crescimento de casos entre crianças e adolescentes. Nessa data, vale lembrar que, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, nove em cada dez suicídios poderiam ser evitados. Por isso, o engajamento de toda sociedade é fundamental para reverter esse quadro.

De acordo com a chefe do Setor de Psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, Angela Bley, o suicídio é um fenômeno complexo, multifatorial, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. “Mas crianças e adolescentes são ainda mais suscetíveis porque estão em processo de desenvolvimento emocional e, por isso, a escola, os pais, familiares, amigos e pessoas próximas devem estar atentas aos sinais de risco”, considera.

Para a psicóloga, não existe uma receita pronta para detectar seguramente quando uma pessoa está vivenciando uma crise suicida ou tem algum tipo de tendência, mas reconhecer alguns comportamentos pode auxiliar na busca de ajuda. “A prevenção no caso de criança e adolescente já deve começar na gestação com um ambiente seguro. Os pais devem sempre estimular a autoestima, conversar muito e prestar atenção no comportamento do filho”, acrescenta.

Fatores como tristeza profunda, descontextualizada e permanente, isolamento social extremo, perda de interesse em atividades que antes davam prazer, crises de choro frequentes, queda no rendimento escolar, verbalização de expressões de autorrecriminação ou que represente baixa autoestima, além de manifestações com morbidade acentuada e mudanças nos padrões do sono e/ou apetite, merecem atenção, ainda mais se manifestados ao mesmo tempo.

Sinais de alerta

A psicóloga do Pequeno Príncipe destaca oito atitudes que podem representar sinais de risco de suicídio na adolescência e como proceder:

- Mostrar-se disposto a conversar e disponível a ouvir. A abordagem deve ser acolhedora e carinhosa, também é importante manter contato visual, prestar atenção e responder sempre em tom gentil;

- Não fazer julgamentos prévios e preconceituosos, baseados em ideias como “quem ameaça, não se mata”;

- Não fazer interpretações como “suicídio é um ato para chamar a atenção, manipular, de fraqueza, de covardia, de coragem, de falta de fé, de Deus e de amor”;

- Incentivar o adolescente (ou familiar no caso de crianças) a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental, de emergência ou apoio em algum serviço público. Esclarecer que ele não precisa sentir culpa ou ter vergonha de estar assim e que problemas emocionais podem ser tratados. Oferecer-se para acompanhá-lo a um atendimento;

- Não deixar o adolescente sozinho, principalmente se perceber que há perigo iminente. Procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entrar em contato com alguém de confiança, de preferência indicado por ele;

- Não comparar problemas ou sofrimentos dele com de outras pessoas: “tem gente em situação pior”, “veja o que seu irmão está passando”;

- Nunca minimizar, desvalorizar, rotular, abandonar, incentivar ou desafiar; e

- Sempre levar a sério, escutar sem julgamento, oferecer ajuda e acompanhar.

 

Fonte: HPP

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