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Inverno agrava perigos de doenças respiratórias, incluindo Covid-19

O inverno ainda nem começou e já preocupa mais que o habitual a área de saúde. Isso porque as temperaturas mais frias podem aumentar os casos da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus e agravar as doenças respiratórias comuns nessa época do ano. A semelhança entre os sintomas das doenças também é motivo de preocupação.

O alerta foi dado durante a coletiva online concedida pelos representantes do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Sindipar) e da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa); da Associação dos Hospitais do Paraná (Ahopar) e da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Fehospar), na última segunda-feira (08).

Para o presidente do Sindipar e Femipa, Flaviano Feu Ventorim, a maior preocupação é que, com a chegada do frio, aumenta os casos de pacientes com doenças respiratórias, dentre elas as gripes e resfriados. Os sintomas destas doenças podem se confundir com os sintomas da Covid-19 e por isso o cuidado deve ser dobrado, e em havendo necessidade, deve-se buscar atendimento médico. Ventorim alertou também para o número de pessoas assintomáticas, que em meio à discussão se transmitem ou não o coronavírus, é uma preocupação e por isso a população deve seguir as orientações dos órgãos de saúde quanto à etiqueta de saúde e distanciamento social.

“A situação dos profissionais de saúde também se agrava, pois os trabalhadores saem do ambiente hospitalar e demais estabelecimentos e ficam expostos ao vírus nos transportes coletivos e outros ambientes de maior risco de disseminação. Por isso todo o cuidado é pouco”, avisa. Ele ressalta que são nos ambientes mais comuns que a contaminação acontece, já que nos hospitais os cuidados são redobrados.

Para o presidente da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Fehospar), Rangel da Silva, pacientes assintomáticos ou em início de sintomas acabam aumentando o surto da doença. Por isso, as associações alertam para que, em caso de sintomas de gripe ou outras doenças respiratórias, os pacientes não deixem de procurar atendimento médico.

No Paraná, o boletim mais recente do Governo do Estado (atualizado no último dia 7 de junho) aponta 6.897 casos em todo o Estado e 237 mortos. Em Curitiba os casos estão aumentando. Nesta segunda-feira (08/06), A SMS (Secretaria Municipal de Saúde) de Curitiba emitiu novo boletim contabilizando um total de 1.352 casos de coronavírus, chegando a 61 o número total de mortes pela Covid-19 desde o início da pandemia. A boa notícia é que já são 1.031 casos recuperados na capital Paranaense.

Os novos casos estão relacionados a transmissõescomunitárias. Por isso, a SMS pede às pessoas que não estão em isolamento para evitar visitas a amigos e familiares compõem os grupos de risco.

Hospitais em crise

Além da preocupação com o aumento dos casos da Covid-19, os hospitais do Paraná estão vivendo também uma crise financeira por conta da queda de ocupação de leitos impulsionada pelas medidas de contenção à Covid 19, situação que fez com que a maioria das cirurgias e consultas eletivas fossem canceladas, por orientação do Ministério da Saúde, Agência Nacional de Saúde e Secretarias de Saúde, causando um esvaziamento dos hospitais. A queda foi de 50%, de acordo com o presidente do Sindipar.

O Paraná tem 484 hospitais privados (filantrópicos e não filantrópicos) e públicos. São aproximadamente 28 mil leitos no Estado, sendo 4,3 mil leitos de UTI.

Para tentar reverter a situação, o Sindipar está propondo planos de incentivo ao setor para evitar o colapso financeiro, mas ainda não obteve retorno do governo. “A resposta precisa ser urgente para que as portas dos hospitais não fechem com a pandemia”, diz o presidente do sindicato. 

Ele explica que todos os hospitais representados pelo Sindipar operam com taxa de ocupação reduzida, mas que os custos fixos de cada instituição não diminuíram, o que causa prejuízos ao fluxo de caixa. A estimativa é que o faturamento dos hospitais tenha caído cerca de 60% em alguns casos.

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