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Com suspensão das cirurgias eletivas, presidente da Fehospar pede atenção ao setor hospitalar do PR

O presidente da Fehospar (Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviço de Saúde do Paraná), Rangel da Silva, pediu auxílio do poder público ao setor hospitalar paranaense e reforçou a necessidade de manutenção do repasse médio dos governos municipais, estadual e federal neste momento de suspensão das cirurgias eletivas motivada pelo agravamento da pandemia de Covid-19. As declarações foram feitas ao jornal "O Paraná", em matéria publicada em 8 de dezembro.

“Os hospitais que dependem das cirurgias estão bem afetados. Os que estão contratualizando para atender casos de covid-19 têm um volume grande de atendimentos, ainda mais nesse momento de aumento de casos. Mas os que dependem das cirurgias eletivas, suspensas novamente agora, enfrentam dificuldades. Uma resolução estadual mantém o pagamento médio com base na produção do ano passado, mas esse valor é só o que vem do governo federal, o que precisamos é que o governo estadual também mantenha esse repasse. Já tinha uma promessa do secretário [de Saúde] Beto Preto que faria algo nesse sentido. Precisamos que o Estado faça o papel dele, que é ajudar os hospitais nesse momento, o mesmo eu peço para os municípios que têm gestão plena, que repassem os valores com base na média das produções anteriores, não os deixem desassistidos”, disse.

Silva não descartou novas demissões, conforme a reportagem de Silmara Santos. “Os hospitais estão entrando em endividamento. As ‘gorduras’ foram gastas e um auxílio do governo federal, que ajudava no pagamento de salários, acabou este mês, justo quando há pagamento de 13º salário. Não serão demitidos profissionais da linha de frente, mas deve haver uma redução dos custos com pessoal. E, se não houver alguma ajuda, isenção de imposto, empréstimo, as instituições não vão aguentar”, alerta.

Leitos e medicamentos

Ao jornal, o presidente da Fehospar afirmou que já há falta de leitos de UTI em algumas cidades e que mesmo pacientes com convênio não têm conseguido vaga. “Já existem cidades como Londrina, Curitiba e Cornélio Procópio em que não há vagas nem para quem tem convênio. Em Curitiba, hospitais privados entraram em colapso. Nesses casos, é feita uma busca pela vaga, que pode ser encontrada em outra cidade e o paciente opta ou não por ir. Já chegamos a esse ponto. E, se o cenário atual não mudar, vai faltar mais leitos e medicamentos”.

Ele alertou para a falta de profissionais de saúde e afirmou que conselhos devem convocar médicos e enfermeiros para o trabalho. “Estamos em situação de guerra. Os profissionais estão há dez meses vivendo um estresse muito grande com a pandemia. É preciso, inclusive, convocar os que estão se formando agora para que haja profissionais disponíveis. É muito preocupante e o setor saúde precisa ter uma olhar mais carinhoso… Não há ajuda nem atenção… A guerra está dento dos hospitais. Quem salva vida e onde faltam leitos é dentro dos hospitais”, complementa.

Leia a reportagem completa no site do jornal O Paraná.

Fonte: O Paraná, por Silmara Santos

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